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quinta-feira, 3 de junho de 2010

E se ele conhecesse Jesus?...


Gostaria que você conhecesse a história de um homem. Idêntica a muitas que talvez conheçamos e que, provavelmente, não mudou muita coisa em nossa vida, a não ser por um poucos segundos que levamos para dizer ou pensar: "Coitadinho dele." Logo depois, nós acessamos outra notícia (quemsabe algo sobre moda ou sobre os resultados do futebol ontem!). E assim vamos... coitadinhos de nós!!! Leia atentamente.

Antes das ruas, a torre Eiffel e Big Ben

Viajado pelo mundo, bem sucedido técnico agrícola perdeu tudo após uma desilusão amorosa. A ele, sobrou apenas a rua

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 03/06/2010 03:58

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Foto: Agência Estado

Vista do Elevado Costa e Silva, popularmente chamado de Minhocão, no centro de São Paulo

Para quem passa sob o elevado Costa e Silva, na altura da estação Santa Cecília do Metrô, João Avelino da Silva, de 58 anos, é só mais um entre dezenas de mendigos amontoados nas calçadas. É difícil acreditar que o homem barbudo enrolado num cobertor encardido tenha sido um bem sucedido técnico agrícola, chefiado dezenas de pessoas, viajado pelo mundo.

No caminho entre a vida pacata da classe média paulistana e a sarjeta, Avelino encontrou a desilusão amorosa e o alcoolismo. Nascido na Mooca, ele saiu direto dos bancos do colégio técnico agrícola para um emprego bem remunerado no extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), no início dos anos 70, época do chamado “milagre brasileiro”.

Dois anos depois, ele chefiava uma repartição com mais de 20 subordinados. A trabalho, viajou pela América do Sul, Europa e África vendendo o principal produto de exportação brasileiro. Para quem duvida, ele mostra as fotos desbotadas junto à torre Eiffel, Big Ben, Casa Rosada e outros cartões postais.

Algumas fotos do pacote foram rasgadas num acesso de fúria e remendadas com durex. São de Maria Alice, ex-esposa e mãe dos dois filhos de Avelino. “A culpa é dela. Essa mulher desgraçou minha vida”, explica.

Traição

No auge do sucesso profissional ele conheceu Maria Alice, loira, bonita, rica, filha de família tradicional paulistana. Namoraram, ela engravidou, casaram. Meses depois do casamento começaram os primeiros boatos. “O irmão dela me disse para abrir o olho, mas na época não acreditei, briguei com ele, não podia acreditar que ela pudesse fazer uma coisa dessas comigo”, recorda.

Durante os três anos do casamento os avisos, suspeitas e indícios só aumentaram. Até que Avelino decidiu contratar um detetive particular. “Em menos de um mês o detetive flagrou a Maria Alice com três homens diferentes. Vi as fotos e fiquei zonzo, quase desmaiei. Quando fui tirar satisfações ela admitiu tudo, com a maior frieza, e ainda disse que tinha ficado com muitos outros, desde antes do casamento, me chamou de frouxo, chifrudo, falou que eu merecia aquilo tudo”, lembrou Avelino.

Leia também: Oito personagens relatam o drama de viver na rua

Bebida

A primeira reação foi de fúria e violência. Avelino espancou Maria Alice e por pouco não matou a mulher. Em seguida veio a frustração e a fuga. “Comecei a beber todo dia. Ficar bêbado era o único jeito de esquecer de tudo”.

No começo ele só bebia à noite. Em pouco tempo começou a se embriagar logo de manhã, chegar bêbado no trabalho, fugir do emprego. “Troquei o café pelo conhaque”, comparou. “Cheguei ao ponto de esconder uma garrafa na gaveta do trabalho”.

Foi uma questão de meses para Avelino ser demitido. Sem dinheiro, se viu obrigado a vender a casa da família em Moema. Envergonhado, perdeu o contato com a família e os amigos. O dinheiro da venda acabou em menos de dois anos e Avelino foi parar nas ruas.

Durante mais de uma década zanzou pelas ruas do centro como um zumbi em busca de trocados para comprar bebida. Em 2005, foi apresentado ao crack. Hoje tem a aparência de um homem de 90 anos. Só consegue manter uma conversa nos poucos minutos entre o despertar e as primeiras doses do dia.
Acho que o problema, dessa matéria não consiste em ele ter perdido a casa, as viagens, o emprego, mas sobretudo a dignidade, a humanidade e, sobretudo, a visibilidade para a igreja.
Nossa indiferença é tanta que nos contentamos em simplesmente em entregar um folheto com uma foto bonitinha e uma porção das Escrituras. Para completar o quadro da hipocrisia cristã, dizemos "Jesus te ama" e vamos embora.
Ficou chateado(a)? Não fique não. Eu também me enquadrei nesta situação e embora saiba que há muita gente fazendo o que deve ser feito, resgatando essas vidas que satanás quer ceifar, lutando para arrancá-las de um poço de miséria e desesperança, é muito pouco: EU E VOCÊ PRECISAMOS IR TAMBÉM!
Onde estão os pregadores e profetas deste tempo? Será que a luz dos holofotes e o som dos aplausos os embriagou de tal forma que esqueceram seu chamado e cegaram para este tipo de cenário? PRECISAMOS IR...
Será que construir templos suntuosos, cheios de mármore, vidro, cortinas e texturas é mais importante que edificar albergues, centros de recuperação, creches e abrigos? PRECISMOS IR...
Que o Senhor tenha misericórdia de mim... que este clamor do Espírito toque meu coração e meu espírito... me arranque desse conforto besta de "santinho de igreja" e me faça um valente a lutar lá fora, onde o inferno está destruindo vidas!
Jesus, salva-nos da nossa hipocrisia e nos faz cristãos de verdade!
Perdoa, meu irmão, minha irmã. Não deu para segurar! REFLITA! Você também não fica indignado?
Se a sua resposta é não ou você levou mais de 30 segundos para responder, cuidado! Você pode estar morrendo espiritualmente e não sabe.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Patmos: lugar de glória e exílio


É interessante como as pessoas ficam admiradas e até mesmo assustadas quando se aproximam do livro do Apocalipse.
Isso acontece porque além de ser um livro de difícil interpretação, provoca muito medo naqueles que desconhecem os projetos de Deus para sua igreja. E esse desconhecimento ocorre, principalmente, por dois motivos: o primeiro, no caso das pessoas que ainda não conhecem Jesus, não sabem ou não creram no que a Bíblia diz sobre o futuro; o segundo caso, é o daqueles que freqüentam a igreja, se dizem crentes, andam até com a Bíblia debaixo do braço, mas não conhecem a Jesus, não têm intimidade com Ele. Preferem estar como Marta, ocupados com muitos afazeres, que muitas vezes, nem são atividades da igreja, do que estar sentados aos pés do Senhor, aprendendo com Ele, gozando de sua presença, adorando aos seus pés.
Mas o amor do Senhor é tão profundo, tão maravilhoso, que nos arranca do meio de nosso mundinho, nos arrebata da nossa vidinha e nos leva para uma ilha, um lugar de refúgio, uma caverna, onde possa falar conosco. Mesmo aqueles que têm buscado, que têm procurado a presença dele, passam por esse processo, para serem transformados e renovados por seu Espírito. Nós não estamos aqui em vão.
Assim, somos convidados a nos transportarmos, pela imaginação, para a ilha de Patmos, lá onde João recebeu a maior e mais terrível revelação que podemos encontrar na Bíblia.
Patmos é uma pequena ilha de 36,4 Km², que hoje pertence a Grécia, no meio do Mar Egeu. A ilha é dividida em duas partes quase iguais, ligadas por uma estreita faixa de terra, tem pouca vegetação e o relevo é pedregoso, com montes baixos, de no máximo 269 m.
Quando João foi levado para Patmos, já havia passado mais de meio século, desde que a igreja havia sido organizada. E durante esse tempo, os inimigos da mensagem do Evangelho, nunca afrouxaram a perseguição contra os crentes.
Mesmo sendo vítima dessas perseguições, mesmo tendo visto a destruição de Jerusalém e a ruína do templo, João sempre foi uma testemunha fiel do Senhor Jesus, animando seus irmãos a prosseguirem na fé. Os príncipes dos judeus sabiam que enquanto sua voz chegasse aos ouvidos do povo, sempre haveria conversão, sempre haveria uma igreja e o testemunho de Jesus na terra permaneceria vivo: era preciso silenciá-lo.
João foi preso e levado para Roma, foi injustiçado em seu julgamento e por ordem do imperador romano Domiciano, foi lançado dentro de um caldeirão de óleo fervente. E quando seus acusadores pronunciaram as palavras: “Assim pereçam todos os que crêem nesse enganador, Jesus Cristo de Nazaré”, João declarou: “Meu Mestre Se submeteu pacientemente a tudo quanto Satanás e seus anjos puderam inventar para humilhá-lo e torturá-lo. Ele deu a vida para salvar ao mundo. Considero uma honra o ser-me permitido sofrer por Seu amor. Sou um homem pecador e fraco. Cristo era santo, inocente, incontaminado. Não pecou nem se achou engano em Sua boca.”
Ao ouvirem essas palavras, os mesmos homens que o atiraram no caldeirão, o retiraram, sem nenhuma queimadura. Como não conseguiram calar sua voz, mandaram-lhe para Patmos, que havia sido escolhida, pelo governo romano, como lugar para banimento de criminosos, pensando que ali ele morreria pelas privações e sofrimentos.
O exemplo de João nos fala sobre como o inferno tem tentado calar a voz de uma geração. Como muitos de nós, profetas de Deus para este mundo, têm sido lançados no óleo quente.
Mas o pior de tudo é que em lugar de reafirmarmos nossa fé e ficarmos firmes naquilo que o Senhor tem nos dado, cedemos porque temos medo da rejeição, temos medo de sermos excluídos do grupo, de perdermos o conforto de nossa vidinha muitas vezes confortável e desregrada, de uma espiritualidade vazia e descompromissada.
Uma vida que não nos obriga a mudarmos de postura, que não pede sacrifícios, que não nos exige renúncia. Fazemos nosso próprio Cristianismo, escolhemos nossa própria relação de pecados, selecionamos passagens de nossa própria Bíblia e temos sempre uma justificativa para nos livrar de qualquer culpa.
Preferimos a mediocridade de uma vida espiritual fútil, que satisfaz aos homens e suas tradições mas não agrada a Deus. Vivemos muito mais preocupados com nosso bem-estar social, com nossa aparência pessoal, com nosso status no meio da "tchurma", do que com o nosso testemunho cristão, com nossas vestes espirituais, com nossa posição diante de Deus, como profetas e sacerdotes de uma geração escolhida para vencer os desafios deste tempo e anunciar ao mundo que Jesus Cristo é o Senhor e breve virá.
Preferimos ceder, fazer acordos com Satanás, do que ir para Patmos, que nos expor à dor de carregar a cruz, à solidão provocada pela santidade em um mundo sujo e fedorento de tanto pecado.
Preferimos ouvir as falsas promessas de animadores de igreja, do que as verdades que vem impactar nossa vida, proferidas por um João Batista levantado por Deus.
Preferimos viver em Laodicéia com sua abastança, suas luzes, seu descompromisso, do que viver uma aliança com o Senhor em Patmos.
Patmos é o lugar do exílio, da perseguição, da crítica, dos ataques, do sacrifício, da dor e do sofrimento. Mas também é o lugar da vitória, da paz, da revelação, da adoração, da manifestação da graça e da glória.
Patmos é o lugar onde Deus transforma os escravos em seres livres para adorá-Lo.
Patmos é o lugar onde o Senhor muda nossas perspectivas, abre nossos olhos espirituais, nos chama para perto de Sí, renova as forças do que está cansado e dá vigor aos exaustos.
Patmos aos olhos do mundo e daqueles que estão cegos dentro da igreja, é um lugar deserto, sem água, sem pão, sem esperança e sem vida.
Na verdade, Patmos é um lugar de encontro com o Senhor. E onde o Senhor está, há uma fonte jorrando para saciar nossa sede, sua palavra nos alimenta, temos a mais viva esperança, temos vida em abundância.
Patmos, é um lugar para os que não se importam com o exílio, mas querem morrer para si e para o mundo. Preferem a solidão dos altos montes do Senhor, a viver o burburinho das multidões da carnalidade e do descompromisso. É o lugar para os que estão no vale, como montes de ossos secos, mas desejam o sopro do Espírito, para voltarem a viver.
Patmos é o lugar do exílio, mas também é o lugar da glória.

A IMPORTÂNCIA DOS RELACIONAMENTOS: nenhum homem é uma ilha


O Senhor não nos criou para vivermos sozinhos, isolados como uma ilha.
O próprio Deus estabeleceu a família e disse a Adão e Eva que se reproduzissem e povoassem a terra. E ao longo dos séculos a história se repete com milhares de pessoas casando, se unindo em famílias, como amigos, como companheiros de equipe no trabalho, nos esportes, nas mais diferentes atividades humanas.
Mas relacionamento envolve muito mais do que afetos momentâneos ou troca de interesses. Um relacionamento real vai além daquilo que eu vejo, de abraços e beijos nem sempre sinceros ou da formalidade de simples trocas de palavras: envolve comunhão.

O QUE É COMUNHÃO?

Comunhão (do grego Koinonia) é o ato de usar uma coisa em comum. Tem o sentido de companheirismo, compartilhar, usar juntos. Contudo, é muito mais do que isso: é coisa do espírito, é uma união que ultrapassa o que é meramente humano.
A comunhão é a essência do Espírito Santo fluindo entre nós, promovendo o amor, a paz, a alegria no outro, me ligando a quem está do meu lado.
Porém, para termos comunhão uns com os outros, precisamos observar e praticar dois elementos que são fundamentais para bons relacionamentos:
1º) SENTIMENTO DE INTERDEPENDÊNCIA
Interdependência consiste na ideia de que ninguém pode viver sem a ajuda do outro e isso ocorre desde o nascimento. É o que ocorre no corpo humano, onde cada sistema, cada aparelho, cada órgão, depende de outro.
Ninguém é dotado de auto-suficiência tal que não precise da oração, do amor e da ajuda dos familiares, dos amigos e dos irmãos na fé.
Ec 4.9,10 “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante.”
Ef 4.25 nos lembra que somos membros uns dos outros.
2º) HUMILDADE
A humildade é a virtude que mais nos faz parecidos com o Senhor Jesus, porque nos transforma em servos dos demais sem que a gente se importe com conhecimento, posição, riqueza ou qualquer outra coisa que possa fazer distinção entre nós e os outros.
A humildade nos torna capazes de sentir a dor do outro, porque nos faz iguais.
É a humildade que nos faz alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. A falta de humidade:
- leva-nos a tratar umas pessoas com bajulação e outros com desprezo – isso representa dubiedade de caráter, nos faz "interesseiros";
- leva-nos ao engano e à pobreza espiritual – passamos a acreditar que somente nossas ideias estão certas e que nossas experiências são as únicas válidas; e
- leva-nos à exclusão – formamos grupinhos e "panelinhas", onde o que reina não é a comunhão, mas o exclusivismo, os interesses meramente humanos, a fofoca, a desunião.
Devemos valorizar e amar cada pessoa com quem convivemos, mesmo que a convivência com essa pessoa seja difícil. Será que somos tão perfeitos que não incomodamos os outros?
Será que o sangue que Jesus derramou por mim, foi melhor ou diferente daquele que ele derramou por quem está do meu lado, na minha frente ou atrás de mim?
Olhe para o seu lado direito e para o lado esquerdo... olhe para trás e para a frente... pare e pense que cada pessoa com quem convivemos ou nos encontramos no cotidiano custou o mesmo preço.
Quando nos conscientizamos sobre o quanto precisamos uns dos outros e entendemos que todos nós temos defeitos, falhamos e somos sempre necessitados da misericórdia de Deus, começamos a abrir nosso coração ao verdadeiro amor, o amor que nasce em nós gerado pelo Espírito Santo.
É esse amor que gera a comunhão com os outros e que nos traz paz ao coração.
Lembre-se: VOCÊ NÃO É UMA ILHA.