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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

FORJANDO UMA MENTE CRISTÃ

"[...] Mas nós temos a mente de Cristo." 1Co 2.16b

          A mente humana funciona como um "centro de controle" de onde partem os comandos para o nosso corpo. Nela são processados nossos pensamentos e ideias, estão armazenados nossos sentimentos e tomamos nossas decisões mais importantes. Assim, podemos perceber a importância que ela possui em tudo aquilo que fazemos.
          Todas essas atividades estão ligadas ou ao intelecto, ou ao aspecto sentimental, sendo ambos áreas diretamente ligadas à alma humana. E neste sentido, quero esclarecer aos leitores deste post, que estou escrevendo sob uma perspectiva tricotomista, ou seja, do homem composto de corpo, alma e espírito, sem qualquer intenção de polemizar com aqueles que defendem a visão dicotomista.
          Como afirmávamos, as atividades intelectivas, sentimentais e volitivas, residem na seara da alma, contudo, precisam estar sob o domínio do espírito, no qual encontraremos elementos cruciais para uma vida em consonância com a Palavra, sobretudo no que diz respeito à consciência.
          A  consciência é responsável pelo discernimento e representa a capacidade que permite ao espírito distinguir entre o que é certo e o que é errado, bem como, sobre nossa condição diante de Deus (Sl 51.10; At 17.16; Rm 8.16). Porém, essa distinção não se dá pelo conhecimento acumulado na mente, contudo, por um julgamento espontâneo e direto. Na prática, observamos que o raciocínio humano, o qual é produzido pela mente, pode tentar justificar um ato errado cometido por nós ou por outra pessoa, no entanto, a consciência age imparcialmente e, imediatamente, levanta sua voz de advertência. 
         Retomando a questão da mente, entendemos que ela é fundamental para uma vida agradável ao Senhor, pois, como vimos inicialmente, controla nossas atividades, incluindo aquelas sobre as quais não temos o menor controle, a exemplo dos batimentos de nosso coração. Mas, o que podemos chamar de uma "vida agradável a Deus"? E que relação existe entre esse tipo de existência e a mente?
          Bem, em primeiro lugar, é interessante observarmos que a Bíblia nos mostra uma vida agradável a Deus como aquela em que há, sobretudo, santificação. E a ideia bíblica de santificação é a de "separação", que, por sua vez, representa diferença, "estar" no mundo, mas "não ser do mundo", isto é, embora vivendo aqui, manter-se como propriedade exclusiva do Senhor (Ex 19.5; 1 Pe 2.9).
          É isto que o apóstolo Paulo quer nos dizer quando recomenda que não devemos nos conformar (tomar a forma) com este mundo, mas devemos procurar ser transformados diariamente em nossa mente, para que experimentemos "a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.1,2). Assim, podemos entender essa recomendação da seguinte forma: "não sejam como o mundo, mas procurem mudar sua mente todos os dias, isto é, seus pensamentos, seus sentimentos, suas vontades e, por conseguinte, suas ações, para que vocês vivam em santificação e possam andar de forma a serem agradáveis aos olhos do Senhor".
          Esse não é um processo fácil. Requer disposição para mudar, perseverança em autoaprimorar-se, atenção para garimpar aquilo que realmente é saudável para nossa alma e nosso espírito, paciência para esperar o tempo estabelecido pelo Eterno para cada etapa de nossa vida. Logo, dá para entender que é preciso sacrificar nosso "eu", procurando ser humilde para aprender e submisso ao Senhor. 
          Só assim seremos enriquecidos, num sentido que ultrapassa a ideia de tornar-nos ricos materialmente, mas trata de aumentar, desenvolver, melhorar, ornamentar, abrilhantar, ou seja, tornar nossa vida espiritual cada dia melhor.
      Para termos maior clareza sobre esse "enriquecimento", tomemos o exemplo de uma reforma no local onde vivemos, onde temos a nossa intimidade. Geralmente o propósito é proporcionar melhores condições para nós e para quem convive nesse espaço, o que nos possibilita desfrutar melhor de nossa casa e nos torna mais felizes. 
          Quando falamos de enriquecer nossa mente como filhos de Deus, estamos tratando de melhorar a qualidade de nossos pensamentos, aprimorar nossos sentimentos, promover uma reforma interna em nós mesmos, de forma que nossos horizontes espirituais sejam ampliados. É o caminho para deixarmos de pensar pequeno, de procurar satisfazer unicamente a carne e de ter uma visão medíocre do mundo. E isso acontece, porque nossas "janelas espirituais" passam a se abrir em outra direção: na direção do Senhor.
          Como podemos fazer essa reforma?
          Reformas, para que sejam bem feitas, precisam do trabalho de um profissional qualificado para organizar nossos espaços. Alguém que siga um projeto funcional, adequado às finalidades para as quais o ambiente tenha sido construído e que proporcione qualidade de vida para as pessoas. 
          Para promovermos uma reforma espiritual em nós, precisamos permitir que o Espírito Santo organize nossos pensamentos, nossos sentimentos, nosso guarda-roupa, nossas atitudes e nossos relacionamentos. Precisamos aceitar que Ele nos conduza ao projeto original de nossa existência, conforme o Eterno elaborou. E só assim poderemos ter uma boa qualidade de vida espiritual, que nos mantenha em paz, equilibrados, felizes conosco e fazendo as demais pessoas felizes.
          É claro que isso vai gerar um tremendo desconforto em nós, pois, uma reforma produz barulho, poeira, entulho e, não raro, obriga-nos a mudar de lugar, a deixar antigos hábitos, a alterar nossa rotina. Assim, uma reforma espiritual incomoda porque somos levados a rever nossas posições, a sair de nossa zona de conforto e a sermos "quebrados" pelo Senhor, para que, desta forma, as mudanças que Ele deseja em nós ocorram. 
           O melhor de tudo isso é que, quando Ele organiza e adorna nossos espaços espirituais, enriquece nossa mente e passamos a desfrutar de um novo horizonte, onde podemos experimentar o refrigério da paz que excede todo entendimento, revestindo nosso coração e nossos sentimentos (Fp 4.7).
          Passamos a ver mais longe, acima e além das circunstâncias, através do discernimento que o Espírito nos proporciona e podemos ouvir a voz de Deus de forma muito mais intensa e nítida.
          Passamos a ter uma compreensão mais cristalina acerca do amor, uma convicção muito mais forte sobre o céu e uma busca mais intensa por Ele.
          Passamos ser gerados em Deus e a ter a mente de Cristo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Conhecer a Verdade

"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" Jo 8.32

        As palavras de Jesus afirmam o poder da verdade como a chave para a libertação das prisões da ignorância espiritual. Mas, o que é a verdade? A que verdade Jesus está se referindo? Como podemos conhecer essa verdade?
         Estas questões estão intrinsecamente relacionadas a questões filosóficas de ordem milenar, o conhecimento e a verdade, que desaguam em dois outros pontos importantes, onde, o primeiro, repousa nas formas e na origem do conhecimento e, o segundo, diz respeito à validade do conhecimento.
      Em nossa breve reflexão, vamos fugir um pouco do caráter unicamente evangelístico que constumamos emprestar a essa passagem bíblica e pensar um pouco sobre a validade desse conhecimento libertador para o cristão, conhecimento que, necessariamente, segundo Jesus afirmou, precisa estar calcado na verdade, e que diz respeito a um dos questionamentos mais perturbadores e instigantes da existência humana: o que é a verdade? Vale ressaltar que estamos partindo dos pressupostos fundamentais de que a verdade existe, que sua forma absoluta está em Deus e que Ele nos transmite essa verdade através da natureza e da Sua Palavra.
      Quando observamos a "Alegoria da Caverna" de Platão (na obra "A República" - livro VII), podemos entender que o diálogo ali contido trará sobre como podemos nos libertar da escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. É uma metáfora acerca da condição dos homens diante do mundo, quanto ao valor do conhecimento filosófico e da educação, como formas de superar a ignorância. Isto representa sair de um entendimento de mundo e de uma explicação da realidade fundados no senso comum, para uma compreensão racional, sistemática e organizada, quanto à vida e às grandes questões que nela estão envolvidas, isto é, um conhecimento fruto da reflexão e do entendimento, que não busca respostas no acaso, mas nas causas, ou seja, o conhecimento filosófico.
      Segundo  M. James Sawyer, "vivemos numa época em que a filosofia é ignorada, até mesmo por estudantes de teologia [...] A teologia e a filosofia andam lado a lado. Não se pode entender, explicar ou fazer teologia sem conhecer filosofia"(1). Para Aristóteles, o princípio de toda a Filosofia e do ato de filosofar reside no desejo que os homens têm de conhecer a verdade. Assim, se queremos conhecer a verdade e ganhar a liberdade, tal como Jesus asseverou, é necessário que nossa compreensão acerca da vida e do mundo que nos cerca não seja unicamente decorrente das "sombras" que nos projetam, a exemplo dos prisioneiros da caverna de Platão, todavia, fruto de uma reflexão consistente, do estudo sistemático da realidade e da observação acerca do mundo e da vida, com seus cenários e atores.
       Nossa busca pela verdade deve ser cuidadosa, meticulosa e bem articulada como o andar daquele que palmilha por um terreno minado, pois segundo as considerações de Norman Geisler e Peter Bocchino, "as aparências podem ser enganosas [...] Uma haste de aço imersa numa vasilha de água parece torta, mas não é torta"(2). Portanto, percebe-se o quanto é fácil nos enganarmos com relação às coisas do mundo físico. Imaginemos, então, como será para obtermos uma percepção do mundo metafísico que seja verdadeira ou a mais próximo possível da verdade. 
    Assim, verifica-se que este conhecimento, a verdade que Jesus abordava, é algo extremamente precioso, que permeia não só o espiritual, como somos tentados a acreditar, mas também pode ser percebida na natureza, se olharmos dentro de uma ótica mais contemplativa, o que fica evidente no Salmo 19, versículos 1 e 2: "os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite".
      Somente o conhecimento desta verdade pode nos esclarecer sobre a realidade do pecado humano, sobre a infalível justiça divina e sobre a concretude do juízo vindouro, elementos que estão diretamente relacionados com a liberdade espiritual do ser humano e com o fim primário da vida dos homens, a saber, a glória de Deus.
         Jesus anuncia-se como a verdade (Jo 14.6) e nele cumpriu-se toda a Lei, pois "o fim da lei é Cristo" (Rm 10.4), ou seja a revelação anterior tinha o propósito de preparar os homens para a manifestação da graça divina em Cristo. Como o apóstolo Paulo escreveu aos gálatas, "a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados" (Gl 3.24). Portanto, entendo que Deus não limitou a verdade às páginas dos Evangelhos ou do Novo Testamento, mas semeou-a em toda a extensão das Escrituras. 
         Porém, como conhecer esta verdade em Cristo? Bastaria a leitura da Biblia? Seria uma revelação especial do Espírito Santo através da oração? Um curso de Teologia seria o caminho para encontrarmos a verdade? Ou nada disso é necessário, basta crer?
        Devemos lembrar que, como afirmamos no início deste post, não estamos observando, essencialmente, o aspecto evangelístico-soteriológico do texto em João 8.32, o que não redunda em descurar o valor da fé salvadora em determinadas circunstâncias, que em um único segundo pode resgatar o homem de seus pecados. Todavia, nossa abordagem considera de forma mais específica, o conhecimento da verdade e sua com a liberdade espiritual de caráter mais intelectivo e filosófico. Assim, o conhecimento da "verdade que liberta", requer mais do que frequência aos cultos ou atentar para a retórica dos pregadores, vais além da mera leitura das Escrituras e do ato de decorar versículos, não se restringe à oração ou à matrícula em um seminário bíblico. Exige um aprofundamento que vai além desse conjunto de ações, englobando o estudo sistemático e constante da Palavra, a meditação permanente na "lei do Senhor", a prática cotidiana dos princípios divinos consignados na Bíblia Sagrada, a dependência da orientação do Espírito de Deus, a disposição ao diálogo com a diversidade de pensamentos a nossa volta e estar aberto às novas experiências que o Eterno queira nos proporcionar.
            Em resumo, para viver esse conhecimento sob a forma da real liberdade cristã, precisamos de uma mudança mental e de comportamento, na qual nossa visão acerca da verdade:
  • Não seja alicerçada meramente naquilo que ouvimos e vemos da parte de outras pessoas, as quais, por diversas ocasiões, adotam a postura do "faça o que eu te digo, mas não faça o que eu faço". Que tenhamos uma visão espiritual, reflexiva e profunda.
  • Não nos conduza a um estado de estagnação e engessamento tal, onde nos tornamos radicais, cegos e surdos para outras facetas da verdade, que podem e devem ser consideradas em nossa reflexão. Que nos mantenhamos firmes na fé, contudo predispostos a ouvir, aprender e prontos ao aprimoramento.
  • Não nos torne insensíveis e indiferentes às mudanças a nossa volta, de forma que não sejamos capazes de sintonizar nossa teologia à realidade contemporânea, sem que nos esqueçamos dos princípios fundamentais onde nossa fé deve estar ancorada. Que estejamos atentos ao nosso tempo, às mudanças e às necessidades éticas, sociais e, sobretudo, espirituais que lhe são próprias.
      _____________________
(1) SAWYER, M. James. Uma introdução à teologia: das questões preliminares, da vocação e do labor teológico, São Paulo: Editora Vida, 2009, p. 12.
(2) GEISLER, Norman; BOCCHINO, Peter. Fundamentos inabaláveis: respostas aos maiores questionamentos contemporâneos sobre a fé cristã: clonagem bioética, aborto, eutanásia, macroevolução, São Paulo: Editora Vida, 2003.

  
       
 
 
  
 


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Esperar no Senhor

"Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mime ouviu meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão ao Senhor." Sl 40.1-3 (NVI)


    Este é um texto que proclama o resultado de se esperar no Senhor, de aguardar com paciência pela providência divina, pelo momento de Deus.
     Davi exulta e relata jubiloso que o Senhor tirou-lhe de um tremedal de lama, e pondo seus pés em lugar sólido, seguro, deu-lhe firmeza no andar, como consequência de haver tomado uma atitude de fé.
      Quando se vive em um período a exemplo da atualidade, onde o imediatismo é algo que tem se inserido de forma virulenta na teologia que muitos têm seguido e proclamado, a expressão utilizada pelo salmista no primeiro versículo, "coloquei toda minha esperança no Senhor" (em outras versões, "esperei com paciência no Senhor"), parece inconcebível porque traduz um sentimento de plena confiança no socorro, na providência e na orientação divina. E isso, quase sempre requer abdicar de nossa iniciativa pessoal, refrear as vontades humanas, para agir conforme o desígnio divino.
     Contudo, esperar com paciência é mais do que ficar sentado aguardando o milagre. É preciso que tenhamos a disposição de lançar-se ao trabalho, à oração, quantas vezes forem necessárias, a fim de alcançarmos o objetivo que o próprio Deus colocou em nosso coração. Em Lucas 5.1-7, encontramos Pedro e seus companheiros envolvidos na pesada rotina dos pescadores do mar da Galiléia, provavelmente extenuados após uma noite inteira de infrutífero trabalho. Jesus, após proferir seu ensino ao povo à volta, diz a Pedro que retornem ao mar, o que aos olhos dos experiente pescadores, deveria parecer uma insanidade. O próprio Pedro argumenta: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada" (Lc 5.5a).
    Quantas vezes, nosso argumento não é semelhante ao empregado por Pedro? Em nossa impaciência ou imediatismo, dizemos ao Senhor que temos orado, que já fizemos isso ou aquilo, que já estamos cansados de falar a mesma coisa, de percorrer o mesmo caminho, de lutar pela mesma causa. Outras vezes, sob um ilusório argumento de fé, ficamos sentados, olhando para o vazio, "esperando que chova mel, para morrermos doces".
     Esquecemos que Pedro, embora cansado, ainda que nem acreditando muito naquilo que o Senhor dissera, resolveu que melhor que nada nas mãos, era a esperança de se obter algo, porque havia uma palavra que lhe alimentava a pequena fé. Assim, Pedro agarra-se na promessa contida na voz do Mestre e diz para Jesus: "Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes" (Lc 5.5b). E isto nos leva a refletir sobre dois pontos. 
     O primeiro fala sobre o fato de crer. Se o Senhor prometeu, Ele cumprirá (Nm 23.29) e a única forma de muitas vezes Sua promessa não se cumprir é sairmos do centro de Sua vontade. Há pessoas que afirmam que mesmo na sua infidelidade, o Senhor permanece fiel, entretanto, o pecado, a falta de arrependimento, de temor, de santidade, podem se tornar sim obstáculos para que a boa, perfeita e agradável vontade de Deus em nossa vida se cumpra. Saul, por exemplo, escolhido por Deus para ser rei sobre Israel, teve uma oportunidade áurea que não soube aproveitar, agindo contrariamente aquilo que lhe fora orientado pelo Eterno através de Samuel, sendo pois rejeitado. Perdeu a benção. Jeroboão foi outro desventurado, pois recebendo o governo das 10 tribos do norte, em lugar de conduzí-las pelo caminho do temor e da obediência ao Senhor, perdeu-se na idolatria.
    O segundo ponto reside no fato de Pedro não ter ficado parado, tentando argumentar com Jesus acerca do trabalho sem êxito que tiveram à noite, das possibilidades mínimas que, nas condições do momento, alcançarem qualquer sucesso em sua pescaria ou do cansaço que tomava conta de seu corpo. Ele foi à luta: colocou as redes no barco, içou as velas e navegou contra todas as chances, quem sabe até, sob o escárnio de outros pescadores. Devemos observar, porém, que os mesmos pescadores que talvez tenham rido de sua atitude, foram os que, chamados por ele, tiveram que ajudar a recolher as redes cheias de peixes. 
     No Salmo 125 encontramos a afirmação de que "os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se pode abalar, mas permanece para sempre", ou seja, não se deixam vencer pelas dificuldades, ou porque se viram derrotados em uma batalha. Prosseguem, perseveram e mantém firme o olhar em Jesus, aguardando o cumprimento de Suas promessas.
     Eles sabem que apesar de muitas vezes, estarem em um charco horrível de tristeza, cansaço, acusações injustas, perseguições ou fragilidade, Deus não permitirá que permaneçam assim para sempre, pois têm a certeza que Ele "fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças" (Is 40.29).
     Estão conscientes que "aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam." (Is 40.31). 
      Devemos manter viva no coração a convicção que o Eterno pode todas as coisas e que nenhum de seus planos pode ser frustrado. Portanto, mantenhamo-nos firmes, e que nada nos abale, pois, como afirmou Davi, "nossa esperança está no Senhor; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção" (Sl 33.20).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nas Mãos de Deus

"Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá." 
                                                                                  Salmo 37.4,5 (NVI) 


        Vivemos em um tempo onde o sucesso de uma pessoa é medido pela posição que ocupa, pelo cargo que exerce, pelo emprego que possui, pelo quanto ela possui em sua conta bancária, pela quantidade de bens que adquiriu ou pelo quanto ela é conhecida.
         E vivemos debaixo de cobranças, mesmo por aqueles que dizem nos amar, porque de uma forma ou de outra, querem nos ver bem, e bem, pelo conceito desse mundo, é ser bem sucedido materialmente.
         Ouvimos tantas coisas, desde a infância, acerca de ser bem posicionado, que acabamos alimentando sentimentos em nosso coração, como inveja, desânimo, desejo de ser igual a outros que estão em franca oposição aos princípios divinos e que, aparentemente, prosperaram. E o que é pior, esquecendo daquilo que as Escrituras nos ensinam sobre o assunto, muitos se embaraçam com negócios desta vida, se perdem, se desviam, se machucam.
         Quando olhamos para a vida de algumas pessoas que não conhecem a Jesus, não servem ao Senhor, muito pelo contrário, gastam sua vida em impiedade, torpezas e até se apropriando daquilo que não é seu e comparamos com a nossa, dizemos: "eles são ricos mas a qualquer momento podem ser presos, são indignos, são ladrões, são maus." E aí, vem um pensamento mesquinho, com gostinho de vingança, e começamos a dizer: "é eles vão para o inferno, esse bando de pecadores!". Nem nos preocupamos em orar por essas pessoas, porque estamos na verdade invejando o que eles tem, apesar de não serem crentes.
      Todavia, é necessário perceber que muitas dessas pessoas, privilegiadas materialmente, construíram seu patrimônio com trabalho honesto, lutando. Nós as admiramos, achamos bonita a história de vida delas, mas ficamos questionando: "Deus, eles não são crentes, mas prosperaram. Por que isso não acontece comigo que sou teu servo? Eu estudo tanto, eu trabalho tanto, eu frequento a igreja, vou à escola dominical, sou dizimista, frequento até o círculo de oração e não consigo ter um carro novo, vivo no vermelho no banco, não sou aprovado no vestibular, não passo férias nem no interior do Estado e estou solteiro(a) atá agora. POR QUE?"
         Pensamos e agimos como Asafe descreve:  "Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas. Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado" (Sl 73.12-14).
         Isso é classificado por Davi no Salmo 37, versículo 1, como "inveja dos que praticam a iniquidade". E esse é um sentimento terrível porque nos iguala, nos arrasta ao mesmo nível daqueles que vivem sem Deus. Nos faz desejar ser como eles, viver como eles. Nos faz duvidar do amor, da misericórdia e da bondade do Senhor. Nos faz esquecer de sua promessas e de seus planos para nossa vida.
      Asafe afirma que quase seus pés tropeçaram e que por pouco não caiu, porque teve inveja dos arrogantes, quando viu a prosperidade dos ímpios (Sl 73.2,3) e, no versículo 16 do mesmo Salmo, ele diz que embora tentasse entender aquela situação, era muito difícil de compreender. E sempre será difícil para nós compreendermos se ficarmos presos à nossa lógica, à matemática humana, pois sempre achamos que o Senhor tem a obrigação de responder nossa "boa conduta cristã", nossa frequência aos cultos, aos demais trabalhos da igreja e até nossos dízimos e ofertas com bençãos.
         Não podemos tratar nosso relacionamento com o Senhor como uma barganha, onde eu faço isso ou aquilo e Ele tem que corresponder com aquilo que eu quero ou espero. À semelhança do casamento, nossa relação com Deus não deve ser a de um contrato, mas a de uma aliança, onde somos plenamente submissos a Ele, por amor,  e recebemos amor incondicional, ainda que não mereçamos.
        Nosso questionamento acerca das bençãos que acreditamos ter direito, e, por vezes, não recebidas, é muito semelhante à interrogação do filho que permaneceu na casa do pai, diante daquilo que foi ofertado ao filho pródigo: "por que ele que desperdiça tudo no mundo com coisas que não te agradam, tem direito ao bezerro cevado, enquanto eu que trabalho na tua seara nunca tenho direito a nada?" Isso ocorre porque não entendemos o que realmente é precioso para nossa vida.
         Contudo, Asafe mudou sua perspectiva acerca dessa questão, quando entrou no santuário de Deus (Sl 73.17). Então, passou a compreender o destino dos ímpios e, como ele afirma nos versículos 21 e 22, pode ver que no momento em que alimantava amargura no seu coração e sentia inveja dos ímpios, estava agindo de forma insensata, ignorante, como se fosse um animal irracional.
          É preciso saír dessa posição de questionamento, para viver uma nova perspectiva de vida. E o primeiro passo é entrar no santuário de Deus. Não no santuário terreno, arquitetado e construído por homens, mas na presença do Altíssimo, em uma dimensão onde só a fé, a santidade e o temor podem nos fazer penetrar.
          No Salmo 37, versículo 4, o convite de Davi é nos deleitar no Senhor e entregarmos tudo o que somos, temos e fazemos a Ele. Todavia, deleitar-se em alguém e entregar a essa pessoa nossa vida, só é possível quando a conhecemos bem, ou seja, temos completa intimidade, um tipo de relacionamento que, na terra, só se pode desfrutar no casamento. Assim, precisamos conhecer melhor o Senhor e isso requer conversar com Ele, ter experiências com Ele, seguir suas normas, permitir que Ele se apresente a nós, sem restrições, sem medos e sem limites.
       Entregar-se a Ele significa submeter tudo a Ele: nossa vida, nossa família, nosso trabalho, nossos estudos, nossos bens e talentos. Significa confiar que Ele pode cuidar de nós melhor do que nós mesmos poderíamos fazer. Significa crer que o Seu plano é o melhor, o Seu caminho é o mais seguro, o Seu modo de agir é o mais correto e que, mesmo que alguma coisa me pareça ter fracassado, mesmo que eu pense que algo não deu certo, Ele ainda tem o controle de tudo.
          Entregar-se a Ele é permitir que Ele seja Deus em nossas vidas.
          Devemos deixar a prosperidade do ímpio de lado, e nos preocupar com nosso verdadeiro tesouro. No Evangelho segundo Mateus 13.44-46 encontramos as parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor. O que percebemos é que tanto o homem que achou o tesouro escondido, quanto o homem que achou a pérola valiosa, ambos venderam tudo o que tinham e compraram, um o campo onde estava o tesouro, o outro, a perola. Isso implica em aparente perda.
         Se queremos ganhas os tesouros que o Senhor tem reservado para nós, precisamos ter uma postura diferente do jovem rico, que cumpria os mandamentos mas não tinha coragem de abir mão daquilo que possuía. O apóstolo Paulo afirmou em sua carta aos Filipenses 3.7,8: "Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda, por causa de Cristo; mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo."
          Assim possamos nós reconhecer e declarar como Asafe: "A quem tenho eu nos céus senão a ti? E na terra nada mais desejo além de estar junto de ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre." (Sl73.25,26).
          Entreguemos a Ele o nosso caminho, confiemos nele, estejamos em suas mãos e Ele tudo fará.
         

Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas.

Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência,

pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado.
Salmos 73:12-14

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Liberdade

"Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão."
                               Gálatas 5:1 (NVI)

        Liberdade é um desejo que permeia a alma de todos os homens, um anseio que desde os primórdios levou multidões inclusive à guerra.
       De fato, as pessoas em geral lutam ao longo da vida para gozarem essa condição, contudo, atribuindo ao termo liberdade um sentido equivocado, que implica em não ser submisso a quem quer que seja, ou ainda, fazer tudo o que se tem vontade, ir para onde se quer, ou seja, não possuir quaisquer tipos de amarras ou freios.
        Penso que, talvez tenha sido essa, uma das coisas que mais influiram na decisão de Adão em contrariar a orientação divina de não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16,17). Provavelmente, diante do quadro que lhe fora apresentado mediante a fala da serpente à Eva, de que não morreriam e que seriam iguais a Deus, conhecedores do bem e do mal, imaginou a liberdade que desfrutaria e tudo o que poderia fazer, sem depender de seu Criador ou ficar sujeito às suas regras, determinações, enfim, este seria o verdadeiro paraíso: viver ao seu bel prazer.
         Triste engano é para o homem acreditar que a liberdade reside em viver sem regras ou por suas próprias regras, independente do Senhor ou das demais pessoas. Viver assim é escravidão a si mesmo. 
       Porque, ainda que alguém possuisse tamanha riqueza que não dependesse de outrem para sua manutenção, mesmo que vivesse isoladamente de qualquer grupo de seus semelhantes ou procurasse caminhar anarquicamente sem respeitar leis, regras, sistemas, ou o que quer que lhe impusesse limites, seria dependente do ar que respira, da água que bebe e do alimento que ingere para sobreviver. 
       Dependeria da luz do sol para se aquecer ou para não andar em trevas, necessitaria das árvores para fornecer-lhe sombra, das cavernas para protegê-lo de intempéries e do fogo para iluminá-lo à noite.
    Em resumo, mesmo que não queiramos admitir ou que fosse possível não depender de mais ninguém, dependemos de elementos da criação que estão fora de nosso controle. Além disso, quem poderá refrear o tempo para que alcancemos o pleno vigor e capacidade de nossos corpos ou não envelheçamos?
        Ilude-se quem pensa que liberdade é ser totalmente independente, porque essa condição não existe. Além disso, quem procura viver dessa forma ficará responsável e sofrerá as consequências de suas próprias escolhas, o que impõe uma carga muito maior às aflições, dores, traumas e tormentos dos quais a vida está recheada. 
      Esses fardos são profundamente opressivos e fatigantes. E devemos nos lembrar que só encontraremos remédio para a opressão e o cansaço que podem nos afligir, principalmente decorrente de nossa natureza pecaminosa em Jesus, quando tomamos sobre nós seu jugo e aprendemos dEle (Mt 11.28-30).
e eu lhes darei descanso.

Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.


Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

Mateus 11:28-30
      Ser livre... 
     ... é não viver atemorizado com a necessidade de a cada segundo ter que tomar uma nova decisão ou escolher nossos caminhos, porque fizemos a opção de ser conduzidos pelo Espírito Santo;
      ... é ser um servo de orelhas furadas que escolheu, por amor, estar para sempre com seu Senhor;
      ... é permitir ser aprisionado por sua Graça e ser refém de sua Misericórdia.
      Liberdade é ser totalmente dependente dEle, o Eterno, o Pai das Luzes, o Amém.








segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Tempo de Deus

"Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu" Ec 3.1 (NVI)

Os propósitos divinos em cada etapa de nossa vida, nem sempre são evidentes ou claros à nossa compreensão. Na sua soberania, o Senhor marca no calendário da existência humana, tempos e estações, os quais integram seu projeto total de Eternidade.
          É verdade que há momentos nos quais tentamos questionar se esse era o momento de continuar, ou aquele outro de parar. Certas horas, nos parecem que o Eterno enganou-se ou que a voz que ouvimos não era exatamente a dEle, pois estávamos bem, confortavelmente estabelecidos e, quem sabe, até produzindo. Todavia, o Senhor nunca se engana com relação ao tempo!
          Aliás, permitam-me dizer: o tempo não é uma dimensão que diga respeito a Deus. E, acredito nisso, fundado na perspectiva de que não há como atribuir a Ele qualquer dimensão mensurável, isto é, não dá para colocá-Lo dentro de um lapso de séculos, décadas ou mesmo dias. Ele é desde sempre e sempre será.
          Precisamos entender ainda, que para o Eterno, não há passado ou futuro: tudo é presente. Ele tudo conhece e tudo estabeleceu, portanto não joga com possibilidades ou incertezas: aquilo que foi determinado, está dentro de uma margem de escolhas humanas, que no fim redundarâo em glória para Ele e atenderão àquilo que foi estabelecido desde o princípio. 
          Somos, assim, autômatos nas mãos do Altíssimo? Não. Temos livre-arbítrio, fazemos nossas escolhas, mas estamos sujeitos às leis e princípios físicos e espirituais que Ele estabeleceu por sua soberania e poder. Logo, cada ato humano, cada escolha que fazemos, tudo é perfeitamente previsível para o Senhor, redundando em consequências que Ele já conhece e sobre as quais tem o domínio.
          A grande questão, portanto, é não assumirmos a postura de quem sabe, pode e/ou tem as condições de governarmos nossa vida, nosso tempo, as estações de nossa curta passagem pelo mundo. Isso é ilusão!
          Na verdade, a experiência do tempo, no que diz respeito à dependência do Senhor, ou seja, viver Sua vontade para nós, produz inestimáveis e profundas experiências que nos edificam e moldam seu caráter em nós.
          Daí, nada melhor do que vivermos segundo os princípios que sua Palavra nos ensina e, em oração, atentos à direção do Espírito Santo, para que estejamos sempre no lugar certo, no tempo certo e no rumo certo... até que o vejamos assim como Ele é. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012


Coerência, brother! Precisamos e devemos ser coerentes com a Palavra, com a nossa fé e até conosco.
Talvez, esse seja um dos quesitos mais importantes para os cristãos evangélicos na contemporaneidade.
Como Paulo escreveu aos Romanos 12.1,2, é necessário que nos santifiquemos e sejamos racionais em nossa fé. Uma santidade que não está reduzida a costumes denominacionais e superficialidade, contudo nascida da semente do temor ao Eterno e do desejo de agradá-Lo; uma racionalidade que não se funda na lógica humana, meramente alicerçada em conhecimento científico ou filosófico, entretanto acrescentada dos princípios fundamentais da fé expostos nas Escrituras, mediante uma reflexão aprofundada, guiada pelo Espírito Santo.
Não podemos nos moldar à semelhança desse sistema que vige no mundo, contudo precisamos nos transformar, buscando dia a dia, ser renovados em nosso entendimento. Isto não implica em inconstância, em falta de firmeza, mas em evolução, em crescimento diante de Deus, em fazer com que a Palavra sobreviva em nós, renascida todos os dias como a verdade divina para nós. Somente assim alcançaremos e experimentaremos a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor, que, muitas vezes, contraria nossos pensamentos e interesses, fere nossa carne, fustiga a alma e o espírito, todavia, não deixa de ser perfeita e boa.
Insisto: PRECISAMOS SER COERENTES COM O QUE PREGAMOS E DIZEMOS CRER.
Essa é a única forma de mantermos a sanidade espiritual e de sermos ao menos uma sombra daquilo que fomos chamados a ser como igreja.

Dinheiro ou Poder?


Muitas vezes, flagro meu espírito em reflexões sobre o que está acontecendo com a igreja. E escrevo igreja com "i" minúsculo, porque a Igreja (com "I" maiúsculo) mantém-se a mesma ao longo dos séculos, pautada nos princípios bíblicos, nas verdades eternas do evangelho de Jesus Cristo, ainda que as pessoas vivam cada qual em sua época.
Acredito que o mal não reside apenas no dinheiro, como se vê nas instituições que se deixaram dominar pela Teologia da Prosperidade. O problema agrava-se quando os homens são tomados pelo desejo exacerbado pelo poder, deixando-se embriagar pelo brilho e benefícios que ele oferece, em lugar de buscarem a vontade e a glória do Senhor.
Neste caso, começam a acreditar que sabem, podem e têm mais do que qualquer outro e começam a acreditar que são os "salvadores da pátria", que possuem a solução para tudo e que são os legítimos representantes divinos para conduzir a obra (de Deus ou dos homens?) adiante, sem que o Senhor da seara os tenha comissionado para tal.
O engano, a hipocrisia, as negociatas e conspirações fazem parte do rol de suas atitudes, mas estão extremamente cegos (ou será que não?) para perceber o que estão fazendo, passando a achar que tudo é um projeto divino.
Andam por caminhos tortuosos e bebem de fontes rotas. Mas, pior ainda, é que levam junto consigo, o rebanho que sequer é seu.
Como se vê, meu amigo e irmão, é o fim, é o fim. Só podemos dizer: Maranata! Ora vem Senhor Jesus.

Olá, queridos amigos e irmãos.
Depois de um longo período sem postagens, voltamos com algumas reflexões. Curtas, é verdade, porém o objetivo é mais provocar, conduzir à reflexão do que impor um pensamento.
Fique à vontade para concordar, discordar, para comentar, para expor sua visão. Afinal, este blog tem esse propósito: conduzir ao diálogo, à discussão de ideias, a filosofarmos sobre nossa fé.

Um abraço, no amor de Cristo.

Marcos Mendes